quinta-feira, 12 de julho de 2012

(a vantagem) Das vantagens e desvantagens

Entre novidades apresentadas no rascunho do D&D next, a regra das vantagens e desvantagens realmente ganhou minha atenção de uma forma positiva. Como um substituto para o antigo mecanismo de +2/-2, essa regra torna a adjudicação de improviso do DM muito mais fácil. É rápida e inteligível também para o jogador, e até mesmo um novatodadops de letrinhas entenderia rapidamente qual dos dados é o que vale
Reconheço que essa regra não é novidade. Pelo menos um rpg nacional, o Millenia, já utiliza um mecanismo parecido desde os anos 90, além de apresentar semelhanças com o “throw and keep” do 7th Sea, entre outros.


Sua aplicação no D&D é que é novidade, desde sempre acostumado com modificadores que nas ultimas edições rapidamente saiam do controle. A primeira vista parece de um escopo limitado, e em alguns sites gringos, intrépidos estatísticos amadores identificaram seu resultado prático como um +3/-3 (em alguns sites +5/-5, mas parece que o primeiro representa melhor a realidade). É basicamente a mesma regra com outra roupagem. Contudo, mesmo o resultado numérico não sendo extremamente elástico, pode ser facilmente expandido para representar feitos realmente épicos.
O que tem me intrigado desde sua apresentação no rascunho da Wizards, é a possibilidade desse mecanismo ser estendido a outras rolagens típicas de D&D. Coisas como jogadas de proteção, iniciativa, surpresa, moral, até dano. Reescrever o sistema para utilizar esse mecanismo binário. Talvez, em última instância, não eliminar totalmente os bônus e penalidades numéricos, mas restringí-los bastante. Provavelmente usar os dos atributos e mágicos apenas. Somando a isso uma extensão limitada no valor absoluto deles, serviria para combater a “inflação dos números” presente nas últimas edições e que sempre foi uma das minhas principais decepções. Pensando de forma mais pragmática, seria necessário realmente uma reengenharia do sistema, mas não parece ser tão complicado assim. Na era dos retroclones, apresentar um D&D que seja efetivamente diferente dos demais deveria ser a ordem do dia. Afinal, para o D&D básico todas as versões (na forma de simulacrum) podem ser adquiridas com facilidade hoje em dia.
Por que em nome dos grandes G e D estou fazendo isso? Em minha humilde opinião, qualquer regra que ajuda a diminuir a artificialidade da parte “game” do jogo tende a ajudar na parte “role” dele. Assim, um adjetivo “bom” e “mal” é mais orgânico e descritivo, ajuda na velocidade da aventura e é facilmente entendida por jogadores novos.

Uma ideia que vou ponderar com carinho no meu eterno futuro “hack”.
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